
Mais uma charge sobre as condições da pista de pouso de Congonhas.
Dizem que é um porcelanato da melhor qualidade...









Uma chargezinha apoiada na intertextualidade gráfica do PAN 2007.
Quando elaborava esta charge, meu filho me avisou: Pai, isso é um cartum!
No aniversário do prefeito Carlos Eduardo, a governadora Wilma "jogou de apoita", como se diz no interior, vários elogios. E não foi só o aniversariante que ganhou alguns como presente. O prefeito Agnelo saiu com um caçuá cheio de aplausos. A candidadeputada Fátima lavou a égua, pois era a única prefeitável no espaço sagrado da missa que era realizada. Mesmo quem não foi à missa deve estar rezando muito neste período de indefinições...
Não sei se nesse nosso Brasilzão este sentido de "obra" é conhecido. Aqui no nordeste, este termo é bastante usado, pelo menos no interior.

Roubaram o giz? Quem teria roubado este material da escola? Um aluno para rabiscar paredes e calçadas? Um outro professor que ficou sem giz na sua sala e ficou com preguiça de ir buscar no almoxarifado? O próprio professor, em virtude de distúrbios psicológicos? O vigilante? O diretor da escola? O secretário? O prefeito? O governador? O presidente? Quem sabe? Do jeito que a corrupção anda generalizada, todo mundo é suspeito!
Esta é uma charge local. Desde a construção do Midway Mall que o trânsito nesta área vai mal. Trocadilhos à parte, a situação é caótica. E como diz uma das leis de Murphy ( quando uma coisa não pode piorar, piora) a STTU resolveu (ou deixou, mesmo sem querer querendo) realizar obras nos momentos menos indicados, quando o termostato da paciência dos motoristas e pedestres estão no seu limite de resistência: a hora do rush, o horário de pico. É o fim da picada.
É...já virou novela. E o curioso é que, apesar de seguir um roteiro pra lá de óbvio, a gente continua se surpreendendo a cada capítulo. E a moral capitulando a cada capítulo.
Se o monstro da corrupção nos causa terror, esse na charge ao lado, nos leva ao desespero, arrepiando-nos até os cabelos da alma!

Muitas vezes o fato noticiado já traz em si uma imagem simbólica (e existe imagem não simbólica?) que representa o cerne da questão abordada pelo chargista. O título da operação policial recorre à idéia de corte na própria carne. Mas será que este monstro chamado corrupção pode ser combatido com armas tão simples? Não seria necessário uma facão? Ou uma foice, um machado, uma motosserra?
Como eu não sou filho de goiamun, já que todo mundo tem um blog e eu não tenho um... ei-lo!