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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Portfolio: Livro de Esboços

Depois de rascunhar em papéis avulsos, aqui e acolá, resolvi criar vergonha na cara e fazer um Livro de Esboços (tá bom... "sketchbook"). Nele, dou vazão a algumas ideias que não são charges nem cartuns, mas assemelham-se mais aos denominados "desenhos de humor", conforme classificação de Joaquim da Fonseca em seu livro "Caricatura - a imagem gráfica do humor":

"Desenho de humor é a designação que se atribuiu a um cartum que não tem como finalidade principal provocar o riso, mas representar com os elementos da carictaura, um momento do ser humano que seja visto sob o prisma do humor. No desenho de humor, em geral, considera-se o desenho como obra de arte em si, sem separá-lo, contudo, do seu objetivo principal, que é o humor. A designação é recente e quase se pode afirmar que apareceu pela primeira vez para definir o trabalho de Saul Steinberg, artista romeno radicado nos Estados Unidos, um dos expoentes máximos do desenho de humor no mundo".

Feito artesanalmente e com uma ilustração legalzinha na capa, ei-lo, junto com algumas ilustrações. Quem sabe, um dia, talvez, sei lá... venha a publicá-lo.









sexta-feira, 26 de março de 2010

Portfolio: Ilustração vetorial - torneiras



Seguindo a ideia do post anterior, aqui vai mais uma sugestão de papel de parede que pode ser personalizado por você.
Basta arrumar seus ícones da área de trabalho assim:

quinta-feira, 25 de março de 2010

Portfolio: Ilustração vetorial - palhaço malabarista


:: clique na imagem para vê-la ampliada (1280 x 960)

Olhá só... fiz esse palhacinho malabarista. E o que ele está manipulando? Se você definí-lo como papel de parede, de repente ele pode brincar com os ícones da sua área de trabalho (desative a organização automática para poder posicioná-los livremente).

Aí a imagem fica assim, ó:




E aí? Que acharam?

segunda-feira, 15 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Eu no Novo Jornal



Durante 21 anos produzi charges para o Diário de Natal. Um tempo longo (minha filha, Ana Raquel, tem essa idade) de aprendizado e desenvolvimento da técnica de produzir o riso reflexivo. Porque a charge é isso: ela não se move pelo besteirol, o riso pelo riso. Não me entendam mal, até acho que há espaço para esse tipo de humor, mas o humor da charge tem o peso de um editorial. Trata-se de uma abordagem diferente da sobriedade do noticiário jornalístico; um espaço para expansão da reflexão sobre os fatos políticos e econômicos e suas possíveis correlações com outros saberes, em particular o saber não escolarizado, oriundo da verve popular. A boa charge deve desequilibrar e revelar o que o leitor não sabia que sabia.
Sempre tive essa precoupação ao criar minhas charges. Produzir um humor reflexivo. Fazer o leitor pensar enquanto ri ou vive e versa. Por diversas vezes refiz uma charge por achá-la óbvia demais, subestimando a inteligência do leitor ou hermética demais, confundindo o leitor através de um simbolismo do qual apenas eu tenho a chave para desvendá-lo. Nem sempre consegui sucesso, é claro... mas eu tentei!
Bem... chega de divagações. O fato é que depois da minha demissão no final de Outubro de 2009, até estava me acostumando com a possibilidade de não trabalhar mais em redações. Ficaria postando charges aqui no blog, pautando-me a mim mesmo. Até que surgiu a possibilidade de assumir o honroso lugar de Túlio Ratto (Papangu) no Novo Jornal. E não é que eu aceitei o desafio? A partir desta terça(02/03/2010) estreio na primeira página com uma charge colorida (meu sonho antigo). Agora é tentar seguir a mesma postura na produção das charges, contribuindo para a melhoria da qualidade do humor gráfico produzindo nessa terrinha de Cascudo.
Vamos ver no que dá. O ano promete!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Eu, ex-chargista do Diário de Natal.


Calma, eu não morri! É só pra comparar a passagem do tempo...

Minhas atividades de chargista no Diário de Natal se encerram hoje, 30 de outubro de 2010. Vinte e um anos se passaram desde que ocupei definitivamente a vaga do saudoso chargista Edmar Viana, referência e inspiração para os desenhistas de minha geração. Na época, econtrava-me despreparado para assumir aquele desafio. Não acompanhava nem entendia os fatos políticos do noticiário. Tinha uma boa experiência em quadrinhos e desenho de humor, mas encarar o desafio da charge diária era assustador. Mas, como diz o Zina, "cai pra dentro". E fiquei durante todo esse tempo. A experiência me ajudou a aperfeiçoar o traço e a abordagem dos temas não muito engraçados do noticiário político e econômico. Aprendi a ser um bufão do traço. Sempre persegui (não sei se alcancei) o humor inteligente. Não aquele humor intelectualizado, insípido, meramente verbal, mas um humor que levasse as pessoas ao riso crítico, reflexivo, denunciador. Muitas vezes tive que refazer a charge, ajustando um detalhe ou outro, ou começando tudo do zero, até achar que o humor ficou no ponto certo: nem besteirol, nem insípido. Um sorriso pensante. Gostaria de agradecer a todos os repórteres e editores com quem convivi. Vocês são parceiros natos, indispensáveis. Às vezes, o chargista passa a impressão de que ele é um expert em tudo. Ledo engano. Não entendo nada do "economês" e não conheço cada cantinho do labirinto político. Muitas vezes, preciso recorrer ao repórter, pedindo ajuda para entender a matéria que ele escreveu e que precisa ser traduzida para a linguagem visual. Fico triste pelo Diário de Natal. Claro que sei tratar-se de uma empresa, inserida no sistema capitalista que visa a rentabilidade e que muitas vezes precisa cortar custos. Não se trata de mágoa, pois sei que não é nada pessoal e sei que não dei motivos para minha demissão. É que depois de duas décadas a gente se acostuma e cria uma relação com o simbolismo do veículo. Era comum me apresentar como Ivan Cabral, chargista do Diário de Natal. Agora...
Bom, agora vamos pra frente que atrás vem gente. Continuarei utilizando o blog para postar charges e cartuns de minha lavra. Terei tempo para desengavetar diversos projetos de livros que nunca lancei, retomar a participação nos Salões de Humor, tentar um doutorado... Se Deus quiser!
Sigam-me os bons!

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