sábado, 18 de abril de 2009

Charge do dia: Titica de avião


Enquanto esperamos outros desdobramentos do caso das passagens aéreas, vamos dar um oportuno freio de arrumação. Alguns analisaram a questão da seguinte forma: Fábio Farias não cometeu crime algum, pois a legislação não tipifica o episódio como tal. É verdade. Crime, crime mesmo, ao pé da letra, não houve. O crime foi contra um princípio que não está gravado no papel, mas no bom senso dos cidadãos de bem, nessa ética compartilhada por todos nós, guiados por uma jurisprudência gerada da consciência do povo (não é dele que emana todo poder?). Pode ser legal, mas não é justo, que um deputado pague passagens para amigos e profissionais (que deveriam ser custeados por ele e não por nós). Estas passagens deveriam ser usados no exercício da função paralamentar, nunca no Carnatal, nem em viagens de namoradas e sogras ao exterior. Acho que isso é um ponto pacífico da discussão.

Um outro aspecto é que, certamente, muitos (para não dizer todos) políticos adotam a mesma conduta de Fábios Farias. Aliás, o mais correto seria dizer que Fábio Farias adotou a mesma conduta dos outros políticos. Ele mesmo, junto com seu pai (aquele que teve um tratamento de implante capilar pago pela Assembléia Legislativa do RN - Ah, a vaidade!) já foram alvos de uma investigação por causa de uma viagem irregular no avião do governo do estado para fazer política às custas do patrimônio público.
Mas, um erro não justifica outro. Se Fábio é a bola da vez, que seja. E que isso sirva para dar um basta nesta farra vergonhosa. E que o Rio Grande do Norte pare de contribuir com exemplos como esse. Essa responsabilidade é nossa, como eleitores.

Links: notícia & humor

Você sabia que tem blog papajerimum no estilo Kibe Loco e derivados? Pois é... com certeza estou esquecendo alguns, mas esses aqui são só uma amostra da criatividade na abordagem humorística e escrachada do noticiário potiguar (clique na imagem para acessar o site):





quarta-feira, 15 de abril de 2009

Charge do dia: Folia


Sinceramente, a nota oficial emitida pelo deputado não convence nem o mais crédulo dos ingênuos. A culpa, claro, não foi dele, mas de seus assessores (é... a corda sempre arrebenta desse lado). O curioso é que pelo menos sete viagens, diz o site congresso em foco, foram feitas pela Adriane Gal... e só depois que a denúncia veio à tona, ele se deu conta disso!? Sinceramente! O pior é que essa provavelmente deve ser a prática parlamentar. É ou não é "pra lamentar"? Se bem que a culpa, no duro mesmo, é nossa. Nossa não, sua, que votou nele.

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